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O que é o método clássico? Como se faz o Espumante Amalia

Por Amalia Vineyard Alliance · Atualizado em novembro de 2026

O método clássico é a forma tradicional de fazer vinho espumante. Um vinho tranquilo é engarrafado com um pouco de leveduras e açúcar, fermenta uma segunda vez dentro dessa garrafa e repousa durante meses sobre as leveduras gastas, antes de o depósito ser retirado. A lei portuguesa exige que o Espumante certificado de método clássico passe pelo menos nove meses sobre borras.

Os três vinhos Amalia são feitos assim, na Bairrada, com uvas vindimadas à mão por mais de 500 famílias agricultoras. O Pedro, que faz os vinhos, mostrou-nos cada etapa na adega, e quase tudo o que se segue é contado por ele.

O que quer dizer método clássico?

Método clássico quer dizer que as bolhas se fazem na garrafa que se compra. A segunda fermentação acontece dentro da garrafa fechada, por isso o dióxido de carbono não tem por onde sair e dissolve-se no vinho. Num rótulo português pode ler-se também método tradicional ou fermentação em garrafa. Os três nomes designam o mesmo método.

A outra forma habitual de fazer vinho espumante é o método de cuba fechada, em que a segunda fermentação acontece numa cuba grande sob pressão e o vinho só é engarrafado depois. É mais rápido. O método clássico leva mais tempo, e é no tempo que o vinho passa sobre as borras, dentro da garrafa, que ganha a bolha fina e a profundidade.

Como se faz a Amalia, passo a passo?

  • Vindima à mão. As uvas são colhidas à mão pelos produtores da Aliança e totalmente desengaçadas antes da prensa. Para Espumante, a Baga é colhida mais cedo do que para tinto, enquanto a acidez ainda está alta.
  • Prensagem. As uvas vão para prensas pneumáticas, que prensam com suavidade. Na Baga, a força da prensagem decide a cor: um pouco mais para o Rosé, quase nenhuma para o Blanc de Noirs.
  • O vinho-base. O sumo fermenta e dá um vinho tranquilo e seco. O Pedro trabalha com «temperaturas um bocadinho mais baixas, para que consigamos preservar um bocadinho os aromas das castas».
  • Estágio sobre borras, antes da garrafa. Antes de ir para a garrafa, o vinho-base repousa sobre as borras e é mexido, a bâtonnage, para o «tornar mais denso, torná-lo mais envolvente», nas palavras do Pedro.
  • Tiragem e segunda fermentação. O vinho é engarrafado com uma pequena dose de leveduras e açúcar, e a garrafa é fechada. As leveduras transformam o açúcar em álcool e dióxido de carbono, e a pressão sobe até aos 5,5 bar. O Pedro deixa esta fermentação correr «um bocadinho mais prolongada no tempo», porque isso dá ao vinho «mais complexidade».
  • Estágio sobre borras, em garrafa. As garrafas ficam depois deitadas sobre as leveduras gastas durante pelo menos nove meses.
  • Remuage e dégorgement. As garrafas são rodadas e inclinadas aos poucos, até o depósito se juntar no gargalo. Na adega, a remuage é automática. O depósito é depois congelado e retirado.
  • O licor de expedição. Junta-se uma pequena dose de vinho para afinar o equilíbrio final, e a garrafa leva a rolha.

O Pedro descreveu estas etapas a propósito do Blanc de Blancs e disse que o processo é «muito semelhante» no Rosé e no Blanc de Noirs. O que muda entre eles é a casta e a prensagem, e o nosso guia da Baga explica-o em pormenor.

O que fazem nove meses sobre borras?

As borras são as leveduras gastas que ficam na garrafa depois da segunda fermentação. Enquanto o vinho repousa sobre elas, vão-se desfazendo devagar e dão-lhe textura, uma bolha mais fina e persistente e aromas de pão e de tosta. Nove meses é o mínimo legal para o Espumante certificado de método clássico, e todos os vinhos Amalia passam pelo menos esse tempo sobre borras.

Isso nota-se nas notas de prova. O Blanc de Blancs mostra maçã verde e lima com um toque de brioche. O Rosé tem framboesa silvestre ácida sobre um fundo tostado. O pão e a tosta vêm do tempo sobre borras.

O que é o licor de expedição, e quem o decide?

O licor de expedição é a última coisa que entra na garrafa antes da rolha. «É vinho, não é nada diferente», diz o Pedro. «Muitas vezes é inclusive o próprio, com ligeiras afinações.» É pouco, «não são mais de 40, 50 ml por garrafa», mas define o quão seco o vinho sabe, pode mexer na cor e pode fazê-lo parecer mais jovem ou mais evoluído.

O Pedro tem cuidado com ele. Um vinho espumante pode ser maravilhoso, diz, e o licor de expedição pode acabar por torná-lo menos interessante. «Aqui o processo é exatamente o contrário, nós queremos que o licor de expedição funcione como um produto melhorador.» No caso da Amalia, foi afinado em conjunto com o fundador, António Coelho Lima: «Ele conhecedor do mercado, nós conhecedores do processo.»

O resultado são três vinhos Brut, cada um com o seu equilíbrio:

 

 

Amalia Blanc de Blancs

Amalia Rosé

Amalia Blanc de Noirs

Castas

Bical 40%, Arinto 60%

100% Baga

100% Baga

Estilo

Brut

Brut

Brut

Açúcares totais

5,0 g/l

7,0 g/l

5,5 g/l

Acidez total

6,0 g/l

6,8 g/l

6,3 g/l

pH

3,30

3,25

3,15

Pressão

5,5 bar

5,5 bar

5,5 bar

Álcool

12,5%

12,5%

12,5%

Estágio sobre borras

Pelo menos 9 meses

Pelo menos 9 meses

Pelo menos 9 meses

O que querem dizer 5,5 bar de pressão e qual o resultado no copo?

O bar é a medida da pressão do dióxido de carbono dentro de uma garrafa fechada. Os três Espumantes Amalia são engarrafados a 5,5 bar, e todo esse gás vem da segunda fermentação na garrafa. No copo, vê-se numa bolha fina e persistente. O conselho do Pedro para a apreciar é a temperatura: o Espumante «tem que ser servido e bebido bem fresco», para que a bolha, os aromas e a intensidade na boca apareçam todos.

Porque é que o método clássico está ligado à Bairrada?

A Bairrada foi uma das primeiras regiões portuguesas a dedicar-se ao vinho espumante, e o clima atlântico, fresco e húmido, dá às uvas a acidez elevada de que o método depende. O Pedro chama à região «o berço dos espumantes em Portugal» e descreve a herança como «uma herança pesada, mas ao mesmo tempo ótima». Para conhecer a região, os solos e o clima, leia A Bairrada, explicada. Para a categoria no seu todo, comece pelo nosso guia, O que é o Espumante português?

Perguntas frequentes

O que quer dizer método clássico?

Método clássico é a forma tradicional de fazer vinho espumante. O vinho faz a segunda fermentação dentro da garrafa em que é vendido e repousa depois sobre as borras, antes de o depósito ser retirado. No rótulo pode ler-se também método tradicional ou fermentação em garrafa.

O método clássico é o mesmo método do Champagne?

Sim. É a mesma técnica, com a segunda fermentação em garrafa, e em Portugal chama-se método clássico. O que muda é o lugar e as castas. A Amalia faz-se na Bairrada, com as castas portuguesas Baga, Bical e Arinto.

Quanto tempo estagia sobre borras o Espumante de método clássico?

A lei portuguesa exige que o Espumante certificado de método clássico repouse pelo menos nove meses sobre borras. Os três vinhos Amalia passam pelo menos nove meses sobre borras.

O que é o licor de expedição?

O licor de expedição é uma pequena dose de vinho, por vezes com açúcar, acrescentada depois do dégorgement e antes da rolha. Define a doçura e o equilíbrio finais. Na Amalia não passa de 40 ou 50 ml por garrafa, e os três vinhos são Brut.

O que querem dizer 5,5 bar?

É a pressão do dióxido de carbono dentro da garrafa. No método clássico, todo esse gás vem da segunda fermentação em garrafa. Os três Espumantes Amalia são engarrafados a 5,5 bar.

A Amalia está disponível nos Estados Unidos?

Sim. A AVA é importada para os Estados Unidos pela Canopy Wine Selections, LLC, e os vinhos são distribuídos em vários estados. Restaurantes, retalhistas e outros compradores profissionais podem contactar diretamente a nossa equipa comercial. Para ter notícias nossas à medida que a gama viaja mais longe, junte-se à nossa lista.

É novo na categoria? Comece pelo guia O que é o Espumante português?, leia sobre a Baga, a casta do nosso Rosé e do Blanc de Noirs, ou conheça os três vinhos.

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